Como pode ser tão complicada essa eterna busca pelo amor. Há quem diga que o encontrou, mas não fazem a mínima idéia do que ele realmente é. Há também quem o encontre de maneiras diferentes, e o sinta em situações distintas. Não acredito que ele seja igual a todos. Não acredito que exista uma forma para descreve-lo. Sei que muitos já tentaram, e tal atrevimento seria ousado da minha parte, mas posso apenas, atrelá-lo a felicidade, aos sonhos, a uma fantasia.
Porém, quando saberemos que o descobrimos? Existiria então alguns fatos comprobatórios para seguirmos como base? Teríamos um passo-a-passo a fim de chegarmos ao objetivo final? Enfim, o que é o amor?
Me rendo! Provavelmente essa caça transcendental esteja além de minhas percepções. Ou só o compreenderei verdadeiramente no instante em que me deparar com ele.
domingo, 22 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
Plenamente Cândidos
É incrível como me sinto num estado
fantasioso quando me deparo com um deles. E digo "eles" de
uma maneira generalizada mesmo, pois não são parte desse nosso
mundo coagido, da sociedade corrompida, eles nem mesmo sabem aonde
estão. Apenas estão felizes, sempre felizes, e querem deixar todos
ao seu redor da mesma forma. E acreditem, eles conseguem! Não
importa se é um desconhecido, não selecionam sexo ou raça, muito
menos imaginam pelo o que a pessoa está passando. Simplesmente, e
numa condição fascinante, desejam tornar-se seu melhor amigo pelo
tempo em que estiverem por perto.
Não acredito que seja coincidência ou
"sorte", porém todos os dias estou seguindo a minha rotina
de enfrentar o mundo lá fora como um semi-adulto, que aliás, sou
forçado a ser, uma criança ou um bebê me alegra, melhor dizendo,
me transforma. No ônibus, no caminho, não importa, eles sempre
encontram uma maneira sublime de aparecer, me olham com aqueles olhos
grandes e brilhantes, conquistando meu ser. É como se eu fosse um
amigo inseparável que fui reconhecido. Seja lá quais forem seus
pensamentos ou suas preocupações, você meramente esquece tudo
na mesma hora e consegue enxergar a pureza de uma alma inocente. É capaz de presenciar a ilusão de uma aura boa iluminando todo um espaço
opaco pela dura realidade. E como mágica ou milagre, não sei
expressar, você se torna uma criança! A inocência te toma por
inteiro, começa a brincar, a ser "tolo" sem olhar ao
redor, a sentir fluir unicamente sentimentos louváveis por suas
entranhas. Fulgor indescritível. E toda essa enxurrada de emoções
foi exclusivamente pelo olhar ou pelo sorriso de um anjo à sua
frente.
Chegado ao final dessa utópica hipnose,
nos deparamos com uma questão: como eu perdi esse feitiço? Quando
eu deixei de ser tão fascinante, tão inundador de sorrisos em
corações com extrema facilidade?
E te respondo: exatamente quando
começamos a crescer, assim que nos mostraram a verdade e
obrigatoriamente fizeram-nos perder a tal candura, e dessa forma nos
tornamos mais um terráqueo. Mas pensando melhor, ela não nos foi
roubada, apenas aprendemos a esconde-la ou até esquece-la para
SOBREVIVERMOS. Contudo, o incrível é que podemos VIVER com ela! É,
isso mesmo, é possível! Enxergar a cintilação na humanidade,
usufruir de ventura eterna, sentir-se repleto ao agraciar as pessoas,
não ter a malignidade ou ser audacioso em situações mundanas.
Deveríamos, com certeza, termos aulas com eles. Todavia, por
favor não se ludibrie, nós podemos chegar bem perto, mas jamais seremos
como eles. Não nesta vida.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
O Viajante
Viagens. É impressionante como a ansiosidade consome os instantes pré-viagem. E não tem como fugir mesmo. Sair da rotina, afastar-se do universo diário que inconscientemente nos encaminha aos mesmos locais, quem não quer isso o mais rápido possível? Todos sabemos que algo acontecerá, qualquer situação distinta já transformará tudo.
Mas de que maneira caracteriza-se uma viagem? Um longo período de tempo entre a origem e o destino? Ou o simples momento em que sentados à cama, no meio de uma madrugada, vamos de norte à sul apenas com a mente?
Reflexões, descobertas de novos prazeres, pura felicidade. Esses sim são os ingredientes de uma apreciável viagem. Porém o melhor delas é o caminho. Pois na ida planejamos e fantasiamos sobre o que estará à espera, estamos crus. E na volta estamos tomados por uma nova percepção da vida. Principalmente nas mais árduas, aquelas para dentro de nós.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
A Essência da Vida
Como és belo e doce esse nosso dom da vida. Em muitos
momentos parece uma inocente brincadeira e outrora algo automático. Contudo,
diariamente, estamos dentro de um jogo de escolhas que na minha percepção é uma
paisagem em branco que se colore conforme a ventania dissipa os tons de nossas
decisões.
É praticamente incompreensível a expressão: "Ah, vou
vivendo né". NÃO! Como assim?! Definitivamente não é desta maneira que alcançaremos o
êxito no tal sentimento de estar vivo, que emana satisfação quando se usufrui
do mesmo. És utópico, imaginário, indescritível. És um condão concedido desde o
princípio sem ônus. Mágico.
Por mais que lhe digam: "A vida é uma rotina a se
seguir, apenas continue";
Entenda que, (como citou um rapper): "Tá vivo é uma coisa, se sentir vivo é outra parada". Permaneça buscando a essência.
Entenda que, (como citou um rapper): "Tá vivo é uma coisa, se sentir vivo é outra parada". Permaneça buscando a essência.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Definição: Tempo
Há mesmo uma definição concreta para o tempo?
Ele pode ser o simples e limitado instante em que olhares se cruzam enquanto caminhamos em meio à multidão, ou mesmo o longo período de espera para concretizar um sonho. Pode também, magicamente, tornar-se suficiente e insuficiente. Suficiente quando é chegada a hora do sublime desejo de ser feliz, e insuficiente na despedida de um amor.
Não saberia eu, definir tal incógnita milenar como esta. Pois usufruo dele para me "desgarrar" do mundo, mas da mesma maneira necessito dele ao sentir a grandiosa vontade de viver.
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